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Página 1 de 2 Muitas pessoas acham que em campeonatos de pesca submarina só tem feras e por isso ficam com vergonha de participar, mas não é bem por aí. Claro que nos campeonatos iniciantes tem bons pescadores, alguns que até já foram campeões e competem há anos nos campeonatos de iniciante, pescadores medianos que pescam como a maioria, com uma certa freqüência e os novos pescadores que estão aprendendo e que muitos brincam chamando de “paneleiros”.
Em nossa opinião, achamos completamente errada essa regra de permitir que atletas que já tenham vencido competições e pontuado nos primeiros lugares dos torneios, ainda competirem com atletas inexperientes em competição. Como todos sabemos o fator psicológico conta e muito, e muitos pescadores deixam de participar dos torneios por achar injusto disputar com atletas que competem e obtém bons resultados há anos.
Sugerimos seguir estas regrinhas básicas:
1) Esteja sempre com sua saúde em perfeitas condições, se possível faça pelo menos 1 exame médico completo anual. 2) Lembrando também da necessidade de possuir a licença do IBAMA, não somente para competir, mas para estar dentro da lei e dar exemplo a outros pescadores sub. 3) Ler e reler as regras do campeonato, tanto como o peso mínimo de cada espécie válida. 4) Conhecer bem o seu equipamento e ter confiança no material que se vai usar no dia da competição, qualquer imprevisto você perde tempo precioso ou um peixe que não poderia deixar escapar. 5) Procurar sempre os peixes que estão na cota.
Marimbá (Peso mínimo: 500 gr, Exemplares: 3) Pirangica (Peso mínimo: 1 kg, Exemplares: 3) Enxada (Peso mínimo: 500 gr, Exemplares: 3) Sargo-de-beiço (Peso mínimo: 1,5 kg, Exemplares: 3)
Esses peixes são relativamente mais fáceis de serem encontrados, dão menos trabalho para serem arpoados e colocados na fieira. Nos mergulhos habituais esses peixes são facilmente encontrados e sempre dão chance de tiro, mas nos campeonatos eles geralmente somem e quando aparecem pequenos ficamos na dúvida se vão ou não passar na pesagem. Por isso é bom estarem acostumados a matar esses peixes com uma certa freqüência para ter noção do tamanho e peso dos exemplares.
Com relação a garoupas em campeonato, em nossa opinião, achamos errado o número máximo permitido para exemplares de serranídeos capturados por pessoa. Os serranídeos são peixes que demoram a se reproduzir sendo constantemente ameaçados de extinção e alguns até em lista de animais em extinção como o Mero. Com isso achamos que o ideal seria 1 exemplar de serranídeo por espécie para cada atleta. E a desculpa de que poucos exemplares de serranídeo são capturados em uma competição não é valida. Imaginem um dia de pescaria, em determinado pesqueiro com 20 pescadores submarinos, e num dia de sorte com muitas garoupas? O desequilíbrio ecológico no pesqueiro seria muito grande e só não vê quem não quer. As garoupas várias vezes fazem a diferença nas colocações finais em campeonato, podemos ver que as maiores peças de fundo e da competição, em muitas das vezes são garoupas. Então nos bate uma dúvida, porque não irmos atrás das garoupas, quando apenas um exemplar pode pesar mais do que a maioria dos peixes de cota juntos? A resposta é bem simples! A pescaria da garoupa é a que requer mais técnica e mais tempo empregado e como as maiorias dos locais dos campeonatos de iniciantes geralmente são lugares abrigados para segurança dos competidores, esses tipos de lugares são geralmente mais rasos que os demais e por isso quase sempre fracos de peixe. E ficarmos procurando uma única espécie de peixe num lugar com muitos competidores, o que deixam os peixes mais ariscos, é uma tática muito arriscada. Sem contar que nem sempre conseguimos arpoá-la na primeira vez que a vemos, com isso ficamos brincando de “esconde esconde” com ela, o que nos faz perder tempo, e se ela for mal arpoada perderemos mais tempo ainda para conseguir desentocá-la.
Sem saber o que os outros participantes estão matando e se estão tendo sorte ou não, é meio arriscado ir atrás das garoupas no início da prova, ainda mais se você estiver afim de uma boa colocação. O peso mínimo da garoupa varia de competição para competição, e geralmente são 3 exemplares. Na maioria das vezes o peso mínimo é de 2.5 kg, e em alguns campeonatos de iniciantes tem seu peso mínimo reduzido para 2.0kg, dependendo da junta organizadora.
Como conclusão o pescador sub, deve primeiramente procurar os peixes que garantam uma pontuação baixa e não zerar, pois nos torneios de iniciantes, às vezes as primeiras colocações são conseguidas com apenas um ou dois peixes e nem sempre de grande porte. Principalmente em campeonatos de barco mãe (barcão) a diferença entre não zerar, e ser campeão é bem pequena, o atleta deve procurar algum pequeno espumeiro com marimbás e pirangicas para pontuar e possivelmente ir atrás dos sargos. Então depois de garantir alguns pontos, ir atrás dos peixes que gostamos de matar, afinal mesmo em uma competição devemos sentir o prazer da pescaria do dia a dia com os amigos.
Segue abaixo mais algumas espécies e seus respectivos pesos exigidos em campeonatos de acordo com o que estamos acostumados a pescar na costa da capital do Rio de Janeiro.
Badejo-mira ou saltão (Peso mínimo: 500 gr, Exemplares: 3) Badejo-quadrado (Peso mínimo: 2,0 kg, Exemplares: 3) Badejo-branco (Peso mínimo: 2,0 kg, Exemplares: 3) Xerelete (Peso mínimo: 500 gr, Exemplares: 5) Bonito (Peso mínimo: 500 gr, Exemplares: 5) Agulhão (Peso mínimo: 500 gr, Exemplares: 5) Bicuda (Peso mínimo: 500 gr, Exemplares: 5) Tainha (Peso mínimo: 500 gr, Exemplares: 5) Pampo (Peso mínimo: 500 gr, Exemplares: 5)
Esperamos ter tirado a maioria das dúvidas dos iniciantes em relação a campeonatos de pesca submarina e com isso trazendo mais competidores ao nosso amado esporte. Com isso aumentaríamos a competitividade e nosso círculo de amigos. Na próxima página um exemplo de regulamento.
Abraços e água roxa Equipe PESCASUBRJ
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