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Proteção às Ilhas Cagarras avança com estudo sobre pesca na região Imprimir E-mail

 Galera, como todos vocês sabem já tentaram fechar as cagarras uma vez e o projeto foi repelido em uma audiência publica feita em uma faculdade de Ipanema. Não seria mentira falar que mais de 250 pessoas das 300 presentes no auditório repudiaram a proposta que proibia todo tipo de pesca amadora ou profissional nas ilhas, acabando com lazer de pescadores submarinos e de linhas de final de semana, tirando o emprego de pescadores de colonias de pesca. Indiretamente diminuindo empregos na área de construção de barcos pois com isso menos barcos, lanchas e botes seriam vendidos, na área de fabricar de arbaletes e roupas de neoprene pois com menos points acessíveis menos pessoas se estimulariam a pratica da pesca submarina e isso gerando no final, a falta de emprego e dinheiro para manter uma família acaba levando pessoas ao desespero e até mesmo a marginalidade. Acho que devemos comparecer em peso, fazer o possível para irmos mostrar nossa força e mostrar quem são os verdadeiros culpados da diminuição de peixes nos arquipélagos.

OS VERDADEIROS VILÕES SÃO OS PESCADORES PROFISSIONAIS QUE UTILIZAM -SE DE COMPRESSORES (QUE MUITAS VEZES SÃO CONFUDIDO COM PESCADORES SUBMARINOS POR CAUSA DOS ARBALETES) OS RESTAURANTES COMPRANDO PEIXES FORA DO SEU TAMANHO PERMITIDO (PEQUENOS).

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 Projeto de conservação deve ter nova audiência pública em setembro

Carlos Albuquerque

Em busca de consenso, o projeto de transformação das Ilhas Cagarras em um monumento natural chega a mais uma etapa na próxima segunda-feira, quando o Instituto Chico Mendes, do governo federal, vai sediar uma reunião para analisar um estudo sobre o potencial pesqueiro da região. O trabalho, encomendado à Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, é o resultado da pressão feita por pescadores e praticantes de pesca submarina que, durante uma audiência pública, realizada em 2007, contestaram a ideia inicial do órgão, que pretendia criar nas Cagarras um tipo de unidade de conservação que restringiria completamente essas atividades.

- O estudo mapeou os usuários das Cagarras, identificou de onde são os pescadores que atuam ali, além de mostrar avaliações dos pescadores sobre os estoques do local - explica Rogério Rocco, coordenador regional do Instituto Chico Mendes.

Segundo Rocco, a etapa seguinte à análise do estudo vai ser o detalhamento da categoria escolhida - o arquipélago deve se transformar no terceiro monumento natural do Brasil (as outras unidades são o Monumento Natural dos Pontões Capixabas e o Monumento Natural da Foz do São Francisco).

- Depois vamos marcar uma nova audiência pública, possivelmente em setembro, para discutir e finalizar o projeto. Mas o desenho final do projeto não vai prejudicar as atividades de pesca artesanal naquela região. Nossa estratégia é de inclusão.

Pesca submarina não deve sofrer restrições
Na primeira audiência, realizada no auditório da Universidade Cândido Mendes, a proposta de transformar as Cagarras em uma unidade de conservação que estimularia o turismo contemplativo, mas proibiria todo o tipo de pesca, inclusive a artesanal e a caça submarina esportiva, foi rechaçada pela maioria das 300 pessoas presentes à reunião.

Na ocasião, a ONG Vivamar, em parceria com a colônia de pesca Z-13, apresentou uma proposta alternativa, de uma unidade de conservação de uso sustentável, permitindo a pesca amadora e artesanal (sem uso de redes ou armadilhas) em torno das Cagarras até 500 metros de distância.

- A proposta inicial era muito abrangente e restritiva. Por isso ela foi rejeitada - diz Luiz Antonio Pereira, vice-presidente da Fipsa (Federação Internacional de Pesca Esportiva em Apnéia, na sigla em francês). - Além do mais, quando tentaram impor aquele projeto, não apresentaram nenhum estudo científico sério, que incluísse também o seu impacto social. Todos os presentes eram e ainda são a favor da proteção das Cagarras, mas não daquela forma. É uma questão de bom senso.

O representante do Instituto Chico Mendes diz que o aperfeiçoamento do projeto se deu exatamente porque a maior parte das propostas alternativas apresentadas na primeira audiência pública foram absorvidas.

- Acolhemos a maior parte das reivindicações dos pescadores e elas serão integradas ao projeto, inclusive quanto ao uso sustentável do local Em relação à pesca submarina, isso só poderá ser definido depois da criação da unidade, quando for elaborado o seu plano de manejo.

Até lá, a pesca submarina continuará sem restrições. Mas a ideia é que também não haja maiores impedimentos.

Fonte: O Globo, Ciência, p. 28

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Última Atualização ( 28 de outubro de 2009 )
 
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