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Observações sobre matéria na Mundo Estranho Imprimir E-mail
Segundo a matéria sobre pesca submarina, intitulada “Como é feita a pesca submarina ?”, escrita por Diogo Ferreira Gomes, na revista Mundo Estranho (Ed. Abril), Fevereiro de 2009 - edição 84 , houve informações incorretas em alguns tópicos, que de forma não intencional criam dúvidas ao invés de esclarecer aos leigos sobre o assunto, que por muitas vezes sofre discriminação por falta de informação correta.

Por ordem de ocorrência no primeiro parágrafo dissertativo, o repórter alega que a pesca submarina é praticada em mares, rios e lagos, o que torna a informação incorreta, pois submarina diz respeito ao mar, e como não é tratada também como pesca lacustre ou pesca sub-fluvial a terminologia “politicamente correta” é pesca subaquática ou simplesmente pesca sub e a título de esclarecimento a “caça sub” ou caça submarina é termo que aos poucos as Associações e Federações sobre o assunto tentam retirar do linguajar público, pois a caça no Brasil é proibida.

Quanto à questão da inspiração, a pesca sub é uma modalidade que não usa meios artificiais de respiração, portanto essa informação está correta na matéria, porém a matéria diz que um artifício usado pelo mergulhador é a hiperventilação, o que é extremamente incorreto e tal afirmação pode levar aspirantes a pescadores sub a morte, devido à síncope do mergulho.
O apneísta usa somente exercícios respiratórios e de expansão da caixa torácica bem como treinamentos no meio aquático.

A terminologia usada “quando o cardume se aproxima, basta atirar e fazer a festa” é também pejorativa, pois a pesca sub é extremamente difícil e complexa, comprovadamente de baixo impacto ambiental em comparação com outra modalidades de pesca e a frase faz parecer simples um massacre subaquático, e mesmo sendo amadora a pesca sub é regulamentada pelo IBAMA e todo praticante é regulamentado e paga uma taxa anual.

Observamos também que, a faca no mergulho é um dos itens de segurança do mergulhador, pois serve para cortar e safar o mergulhador de possíveis armadilhas tais como redes e para “apagar” peixes mal arpoados finalizando seu sofrimento desnecessário. É usado na cintura e ou no interior da perna do mergulhador (alguns mergulhadores usam duas) com a finalidade de facilitar seu acesso em uma emergência e nunca para cortar o cinto de lastro como diz a matéria, pois o mesmo tem de ter fivela de destrave instantâneo para que o mergulhador o solte em caso de emergência e não utilizando a faca junto ao corpo para cortar o cinto, arriscando-se a um ferimento causado por sua própria faca.

As profundidades de pesca ilustradas na matéria mostram profundidades que variam de 0 a -70 m, isso não corresponde à realidade, pois pescadores sub não atingem a profundidade de -70 metros na pesca, isso só é possível em algumas modalidades de mergulho livre que chega a ultrapassar tal marca máxima, mas sem a modalidade de pesca.
                
Do contrário a que muitos pensam o Lastro não seve para levar o mergulhador ao fundo, serve para neutralizar a flutuabilidade do material da roupa de mergulho.
Já a Bóia de mergulho deveria ter um maior destaque na matéria, pois com os crescentes acidentes envolvendo mergulhadores e embarcações, esta informação seria de grande valia.
Sem mais delongas estas são considerações básicas e concisas sobre a matéria a respeito deste tão belo, perigoso, ecologicamente correto e discriminado esporte.

Equipe PESCASUBRJ

Última Atualização ( 20 de maio de 2009 )
 
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