| O oceano vai invadir o Centro do Rio de Janeiro |
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Prefeitura quer tornar Rio Branco rua de pedestre e faz convênio para obra de complexo marinho Rio - O Centro do Rio passará por transformação completa em seu sistema viário, paisagístico e de entretenimento. A prefeitura assinou convênio ontem de R$ 110 milhões, com a Coca-Cola, para a construção de aquário com 12 mil espécies marinhas, na Zona Portuária, e tem projeto para transformar em rua de pedestre trecho de dois quilômetros da Avenida Rio Branco. A via abriga hoje o coração financeiro da cidade e por lá passam diariamente 40 mil veículos. Ficará interditada para o trânsito entre a Candelária e a Avenida Beira-Mar. O lugar dará espaço a um jardim, com quiosques, chafariz e ambulantes cadastrados. O AquaRio terá 12 mil espécies marinhas, como tubarão de quatro metros. Haverá ambientes especiais para urso polar e pinguins e os visitantes poderão mergulhar com os peixesNessa reformulação, as ruas transversais e paralelas à via ganharão pontos de bicitáxi (táxi de bicicleta), esteiras rolantes e carrinhos elétricos individuais e coletivos. Serão esses os novos meios de transporte que os pedestres terão para transitar na Rio Branco. Apenas terão permissão para circular no trecho fechado ambulâncias, carros-fortes e carros de polícias e do Corpo de Bombeiros.O projeto, que provisoriamente se chama Rio Verde, ficará pronto em dezembro, por isso só deve sair do papel, com a aprovação do prefeito Eduardo Paes, no meio do ano que vem. Ainda não há cálculo de quanto será investido. Até lá, a prefeitura terá levantamento completo das linhas e trajetos de ônibus que podem deixar de passar no trecho fechado. “Estamos falando do coração da cidade, que pode ser desativado como eixo viário. Começaria com a racionalização dos ônibus para novo roteiro. Resultaria na redução da poluição sonora e de gases que saem das descargas dos veículos”, defende o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias. TRÁFEGO RESTRITO A DOIS CORREDORES A ideia inicial é manter o tráfego, sentido Candelária, pelas avenidas Presidente Antonio Carlos e 1º de Março. Já na direção contrária, o mesmo da Rio Branco, será feito apenas pelas avenidas Passos e República do Paraguai. Sérgio Dias acredita que a mudança vai descongestionar o trânsito, porque o projeto priorizará a redução de ônibus na região. Um dos argumentos da prefeitura é que existe mais oferta que demanda. Estudos da secretaria revelam que 70% dos coletivos que passam pela Rio Branco transportam menos que 30% da sua capacidade. Por lá passam 1.800 ônibus, em 85 linhas. O novo visual do Centro também não contará mais com estacionamentos na superfície, que serão transformados em calçadas e ciclovias. Nesses espaços será criada uma espécie de corredor verde, onde vão ser plantadas mil mudas de árvores. Os motoristas terão somente a opção de estacionamentos subterrâneos, que vão funcionar nas ruas paralelas e transversais, como Graça Aranha, México, da Imprensa e Álvaro Alvim. A proibição das vagas hoje vigentes vai atingir uma área correspondente a dois milhões de metros quadrados, que fica no limites da Rio Branco.
Na prática, o motorista deixará seu carro numa vaga subterrânea e sairá da garagem numa esteira semelhante à de aeroportos, que poderá se prolongar até uma das ruas de acesso à avenida. O pedestre também poderá se locomover num dos bicitáxis, que estará num ponto próximo à Rio Branco. Outra opção estará nas estações de metrô da Uruguaiana, Carioca e Cinelândia, onde serão colocadas bicicletas de aluguel, como já existe na orla de Copacabana e Barra. “Sei que tem gente que vai reclamar por ter que caminhar mais. Mas o objetivo é contribuir para uma capital mais saudável e ambiental. Vamos resgatar o Rio que se parece com a década de 40, onde as ruas eram tranquilas. As formas de se locomover serão muitas”, completa o secretário. Urso polar e mergulho interativo O oceano vai invadir o Centro do Rio e levar animais como peixes, pinguins, tubarões e até urso polar para a Zona Portuária. O prefeito Eduardo Paes assinou ontem com a Coca-Cola convênio para a construção do maior aquário da América Latina, o AquaRio, que contará com investimento estimado de R$ 110 milhões da empresa privada. As obras para a construção do empreendimento, que vai ocupar frigoríficos da antiga Cibrazem, estão previstas para começar no meio do ano que vem. Em agosto de 2012 estará aberto para visitação, com ingresso estimado em R$ 22 e público anual de 1,5 milhão de pessoas. O AquaRio terá cinco milhões de litros de água, onde 12 mil animais estarão divididos em dois tanques oceânicos e 40 secundários. Visitantes poderão nadar com peixes. Outras atrações serão interativas: um peixe virtual personalizado acompanhará os visitantes, e computadores de mão terão informação sobre os bichos. “Queremos hospedar um tubarão de quatro metros e um urso polar”, acrescentou Marcelo Szpilman, idealizador do aquário. O ambiente também contará com um Museu de Ciências, Auditório, restaurante, lojas, estacionamento para 300 vagas e Centros de Pesquisa Científica, Educação Ambiental e Recuperação da Fauna Marinha. “Este é um grande passo para a cidade do Rio e faz parte do projeto Porto Maravilha, que visa à revitalização da área e que era uma vontade minha desde que entrei no governo”, disse Eduardo Paes, comemorando os R$ 200 milhões que a prefeitura investirá na primeira etapa da mudança. MAIS SOBRE O AQUÁRIO
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| Última Atualização ( 10 de setembro de 2009 ) |
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