| Afogamento no mar é pior que em água doce, dizem especialistas |
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G1 conversou com médicos para entender como as pessoas se afogam. A chegada do verão e o aumento de calor elevam o número de casos de afogamento no Brasil, especialmente no litoral. Segundo especialistas, esse risco é ainda maior quando o banhista está no oceano, já que uma quantidade menor de água salgada pode causar o mesmo estrago que um volume maior aspirado em rios e lagos. O afogamento ocorre quando o organismo transporta muita água doce ou do mar para os órgãos usados na respiração: traqueia, brônquios e, principalmente, pulmões. Em casos menos graves, pode acontecer o "quase afogamento": a pessoa também recebe uma grande quantidade de líquido estranho ao corpo, mas não chega a perder a consciência Quando a água se deposita dentro dos pulmões, a troca de gases que o órgão faz para garantir a chegada de oxigênio às células fica prejudicada. “Os pulmões têm uma área de 80 metros quadrados para a respiração. Quando alguém se afoga, uma parte significativa desse espaço é comprometida”, explica o pneumologista Lúcio Souza dos Santos, que atende na emergência do hospital paulista A.C. Camargo. A gravidade do afogamento depende de quanto tempo o indivíduo passou com água em excesso nos pulmões. Mas o volume de líquido também é importante, e costuma ser maior quando a vítima está no mar. “A água salgada tem muito sódio, que entra nos alvéolos pulmonares e atrai uma grande quantidade do líquido que fica entre as células [material intersticial]”, diz o especialista. Mergulhos perigosos Evitar nadar em águas muito profundas em rios e mares é outra indicação importante. “É sempre bom ficar em um lugar em que você possa ficar de pé e não precise ficar nadando para não afundar”, afirma o pneumologista. Já o ortopedista Alexandre Fogaça, do Hospital das Clínicas de São Paulo, lembra que brincadeiras perto de piscinas são tão perigosas quanto a imprudência ao mergulhar. “Fora o risco de afogamento, se um acidente acontecer a pessoa pode bater as costas no fundo da piscina e ficar paraplégica”, diz. Segundo ele, os mergulhos representam a quarta principal causa de lesão na medula. O que fazer Ao retirar o acidentado da água, é preciso prestar atenção nos sinais vitais. “Se o indivíduo estiver roxo, é preciso fazer massagem cardíaca”, destaca. “Para casos em que você consiga sentir o pulso dele no pescoço ou na virilha, é possível tentar tirar a água acumulada nos pulmões.” Para remover o excesso de água, a vítima deve ser deitada com a barriga para baixo e a cabeça de lado. “Nessa posição, quem estiver ajudando pode comprimir as costas, começando perto do quadril e subindo até o tórax”, diz o pneumologista. O procedimento deve ser repetido até que a pessoa tussa e libere a água retida no organismo. Link da matéria AQUI |
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| Última Atualização ( 27 de dezembro de 2011 ) |
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