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Brasil e França assinam acordo bilateral contra a garimpagem ilegal na Amazônia. WWFs Brasil e França apóiam

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, da França, assinaram, no dia 23 de dezembro, um acordo de cooperação para combater a mineração ilegal de ouro na Amazônia. O acordo apareceu timidamente, entre outros de cooperação na indústria bélica e aeronáutica, mas é tido como positivo por ambientalistas do Brasil, da França e da Guiana Francesa.
A rede ambientalista WWF comemorou a iniciativa, que terá sua implementação acompanhada e apoiada pelo WWF-Brasil e WWF-França ? duas organizações nacionais que fazem parte da rede global.
Para a Rede WWF, a iniciativa promove respostas concretas ao mais importante problema socioambiental que afeta a região das Guianas (Norte do Brasil, Guiana Francesa, Suriname e Guiana).
Guiana Francesa arde com febre do ouro ? Desde o fim da década de 1990, com o avanço do preço do ouro, entre 3.000 e 15.000 garimpeiros trabalham ilegalmente no território da Guiana Francesa. Para fazer face ao problema, o presidente francês lançou, em fevereiro de 2008, as Operações Harpia, com o objetivo de acabar com a extração ilegal de ouro. As operações, entretanto, tiveram vida curta (cerca de quatro meses). Além disto, por falta de cooperação transfronteiriça efetiva com o Brasil, não foi possível conter o fluxo de suprimentos e logística para as áreas de mineração ilegal, que afetam, particularmente, o Parque Amazônico da Guiana Francesa e as comunidades indígenas.
Ameaça a ecossistemas e populações ? Para produzir um quilo de ouro, os garimpeiros clandestinos chegam a usar um quilo de mercúrio, colocando em risco a sua própria vida e a das comunidades locais.
Os efeitos neurotóxicos do mercúrio são bastante conhecidos e, em razão da já alta concentração natural de mercúrio no solo amazônico, qualquer acréscimo promovido pelas atividades humanas torna-se uma séria ameaça à saúde humana, bem como às florestas e aos ecossistemas aquáticos.
A Rede WWF estima que, a cada ano, 30 toneladas de mercúrio são descartadas no ambiente natural das Guianas. A ONG realizou recentemente seu último vôo do ano sobre áreas localizadas no coração do Parque Amazônico da Guiana Francesa ainda fortemente afetadas pelas atividades de mineração ilegal.
Em 13 de dezembro de 2008, os sítios ilegais estavam mais concentrados nas cabeceiras dos principais tributários do Rio Appouague. A Vila de Camopi, cujos residentes pediram para ser integrados ao Parque para limitar sua exposição aos problemas da mineração ilegal, continua cercada de acampamentos de garimpeiros clandestinos.
?A mineração ilegal de ouro sempre acaba se tornando um problema social e ambiental. Sem a fiscalização dos governos, os danos ambientais, em particular aos ecossistemas aquáticos, tendem a, também, se transformar em um enorme problema de saúde pública. Como esta é uma ameaça transnacional, é indispensável que haja cooperação binacional?, disse Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, superintendente de Conservação de Programas Temáticos do WWF-Brasil.
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Primeiro acordo de pesca dentro de unidade de conservação é elaborado em Rondônia
Regras elaboradas pela comunidade na Reserva Extrativista do Lago do Cuniã auxiliam a manter a sustentabilidade da pesca na região
Por Bruno Taitson
Resex do Lago do Cuniã, Rondônia - As 100 famílias que vivem na Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, já percebem os resultados do primeiro acordo de pesca realizado em uma unidade de conservação. ?Estamos conseguindo pescar mais do que antes. Aqui, comemos peixe diariamente, se faltar peixe, complica?, afirma Zacarias Santos, morador da Resex, que tem área de 55,8 mil hectares. ?Além disso?, completa ele, ?o jacaré precisa de peixe para comer?, lembrando casos em que jacarés, por falta de alimentos, atacaram moradores da reserva.
O acordo de pesca ? conjunto de normas elaboradas pelos pescadores para garantir a manutenção das espécies e a sustentabilidade da atividade ? foi concluído em setembro de 2008. As regras, já protocoladas no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), devem entrar em operação nos primeiros meses de 2009, assim que forem homologadas pela instituição.
O acordo teve base no diagnóstico iniciado em janeiro do mesmo ano, sob a coordenação da ONG Ecoporé, com apoio do WWF-Brasil. Foram levantadas as características da pesca local, como locais preferidos pelos pescadores, apetrechos utilizados, espécies mais procuradas e dias de maior intensidade da atividade. Além disso, foram também pesquisados aspectos ecológicos dos peixes do Lago do Cuniã, como época, local e período de reprodução.
Das 100 famílias que habitam a Resex, cerca de 80 dependem da pesca para sobreviver. ?Não é apenas uma fonte de renda, mas também o principal alimento consumido pelos moradores?, relata o biólogo Túlio Araújo, coordenador de projeto da Ecoporé.
A partir do diagnóstico, iniciou-se, com participação da comunidade, a discussão que serviu de base para o acordo de pesca. ?Quando não existem regras, acontece claramente uma pressão nos estoques do lago. O objetivo do acordo é assegurar que todos possam usufruir do recurso, garantindo a preservação das espécies?, concluiu Túlio Araújo.
Os pescadores da Resex do Lago do Cuniã receberam capacitação para que pudessem participar de forma ativa na construção e na implementação dos acordos. Uma dessas ações de capacitação foi a visita de pescadores do Município de Manoel Urbano, no Acre, que já vêm trabalhando com acordos de pesca desde 2005.
Foram trocadas experiências sobre o processo de contagem dos peixes ? essencial para definir limites para a pesca e para avaliar os acordos ? e também sobre o processo de zoneamento dos lagos, que permite um melhor planejamento das regras e da utilização dos recursos pesqueiros.
Ailton Lopes, presidente da Associação dos Moradores do Lago Cuniã, avalia de forma positiva o processo de gestão participativa da Resex. ?As reuniões comunitárias para discutir nossos problemas são muito importantes. Fazíamos antes muita pesca desordenada, agora é possível ver quais espécies estão diminuindo e têm que ser preservadas, pelo benefício de todos nós?, avaliou.
Cristiano Andrei, analista ambiental do ICMBio, é há quase dois anos o chefe da Resex do Lago do Cuniã. Para ele, o ponto forte dos acordos de pesca é o caráter participativo. ?Não se trata de um monte de regras que vêm de cima para baixo. Os acordos foram elaborados após reuniões em cada uma das comunidades que compõem a Reserva Extrativista?, salientou.
O WWF-Brasil apóia os acordos de pesca desde 1996, nos estados de Pará, Amazonas, Acre e Rondônia, por intermédio de projetos demonstrativos, tais como o Projeto Várzea em Santarém e o Projeto Alto Purus no Acre. Até o momento, mais de 1 milhão de hectares em sistemas de lagos já são objetos de acordos realizados com o apoio da organização não-governamental. Com a multiplicação das experiências bem-sucedidas, o objetivo é magnificar as áreas trabalhadas, aplicando técnicas e ações de sucesso em outras regiões amazônicas.
Segundo Antonio Oviedo, doutor em desenvolvimento sustentável e técnico do WWF-Brasil, uma das principais vantagens dos acordos de pesca é, além da conservação dos ecossistemas aquáticos, otimizar a atividade pesqueira, reduzindo o esforço de pesca das comunidades. ?Com uma pesca sustentável, o pescador tem mais tempo livre para se dedicar a outras atividades, diversificando suas fontes de renda e reduzindo a pressão sobre os estoques pesqueiros?, concluiu.
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Vale do Itajaí: a fórmula da tragédia
Desmatamento, ocupações irregulares em encostas e topos de montanhas, habitações à beira de rios, rodovias mal localizadas, um solo morfologicamente frágil, somados a chuvas intermitentes seguidas de uma tempestade de 500 mm ? 300 bilhões de litros d?água. Esta foi a fórmula da tragédia do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, no sul do Brasil. A pior enchente da história, superando, inclusive, as dos anos de 1983 e 1984, provocadas por 200 mm de chuva. Até agora, foram confirmadas 128 mortes e mais de 30 mil pessoas seguem desabrigadas ou desalojadas (chegaram a ser 50 mil).
Esta Tragédia poderia ter sido minimizada. Um dos fatores que contribuíram indiretamente para agravar os efeitos dessa catástrofe foi o desmatamento. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre 2000 e 2005, o Estado desmatou uma área equivalente à cidade de Florianópolis. Boa parte ocorreu exatamente em áreas de encostas e morros: áreas de maior risco de desmoronamento, uma vez que o desmatamento deixa o solo exposto.
Os quatro berços de atracação do Porto de Itajaí, o maior porto de produtos refrigerados da America do Sul, estão danificados. Fazendas de gado foram devastadas, pescadores presos à praia, fazendas marinhas destruídas. O prejuízo econômico ainda é incalculável. Somente a companhia habitacional do Estado estima que serão necessários R$ 45 milhões para reconstrução das casas.
Considerando todos esses fatores, fica evidente o grau de vulnerabilidade da região e a necessidade urgente de medidas capazes de mitigar os efeitos da rápida mudança no uso do solo e, mais recentemente, dos eventos climáticos extremos, como os que contribuíram para a catástrofe de Santa Catarina.
A situação requer que sejam tomadas medidas de adaptação aos eventos extremos. Percebe-se, no entanto, que o foco das medidas ainda é reativo, e não preventivo. O Sistema de Alerta para o risco de inundações não funcionou. Se tivesse funcionado seria possível se antecipar no atendimento às vítimas e possivelmente evitar muitas mortes. A realização de obras civis para contenção e escoamento das águas e melhor estrutura de funcionamento da Defesa Civil para atuar com casos de deslizamentos ou enxurradas também são fundamentais para atender a situações de maior complexidade e gravidade.
As diretrizes de gestão ambiental, em particular as de recursos hídricos, precisam ser cumpridas e ampliadas, como o fortalecimento e efetividade dos Comitês de Bacias Hidrográficas. Pouco ou nada se discute sobre a manutenção dos ?equipamentos ambientais? - aqui entendidos como as áreas de proteção aos recursos hídricos, como nas áreas de cabeceiras, matas ciliares, encostas e cumes de montanhas - e reflorestamento de áreas prioritárias. Medidas que ajudam a proteger o solo e evitam que as chuvas virem enxurradas.
Neste caso de calamidade pública, sem dúvida é preciso reconstruir. O povo catarinense tem mostrado ao Brasil a sua capacidade de reação, solidariedade e luta em condições adversas. Mas é preciso repensar como e onde irá ocorrer essa reconstrução.
Na contramão dos fatos, no âmbito do poder público, é preocupante a proposta do Executivo enviada à Assembléia Legislativa do Estado, que institui o Código Estadual de Meio Ambiente, por meio do PL 0238/2008. Uma das medidas mais criticadas é a redução das áreas de preservação permanente ao longo dos rios, a desconsideração de áreas de declive, topos de morro e nascentes.
Se aprovado dessa forma, apesar do nome Código Ambiental, o instrumento manterá o modelo tradicional ? e equivocado ? de uso e ocupação do solo que ocorre no Brasil, aumentando, ainda mais, o quadro de degradação e vulnerabilidade socioambiental como já verificado nessa catástrofe no Vale do Itajaí.
No âmbito Federal, o Governo investe recursos a serem aplicados pelos municípios para manter o mesmo modelo de ocupação desordenada das cidades, com seus planos diretores que desrespeitam o Código Florestal.
Deveríamos tirar, desse caso trágico, lições para que o Brasil se qualifique e se estruture para enfrentar eventos dessa natureza, considerando que uma das conclusões dos relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) é que eventos extremos ocorrerão com maior freqüência e intensidade. O desafio é reduzir ao máximo a vulnerabilidade.
Foi aprovado recentemente o primeiro Plano Nacional de Mudanças Climáticas, mas ele ainda é insuficiente para lidar com os desafios brasileiros, em especial no que tange à adaptação às mudanças climáticas.
O WWF-Brasil enviou um repórter ao local da tragédia, com o objetivo de registrar os eventos e colher depoimentos de pessoas atingidas, especialistas e oficiais de governo. O que se viu foi estarrecedor.
O aprendizado com esta tragédia, bem como as medidas de mitigação, adaptação e governança discutidas servirão de subsídios para atuação do WWF-Brasil, e de alerta para grupos interessados na defesa da vida e do clima no Brasil.
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Município de Apiacás terá Casa de Meio Ambiente e Cultura
Espaço será dedicado à capacitação técnica, fortalecimento das cadeias produtivas de baixo impacto ambiental e valorização da cultura local
Na última sexta-feira, dia 12 de dezembro, durante a reunião aberta que aconteceu na Câmara Municipal de Apiacás (MT), vereadores do município deram parecer favorável à construção da Casa de Meio Ambiente e Cultura de Apiacás, espaço que será dedicado ao registro e divulgação da cultura local, à capacitação técnica e ao fortalecimento das cadeias produtivas de baixo impacto que utilizam os recursos naturais na região.
A construção da Casa de Apiacás deve ser iniciada em fevereiro e viabilizará espaço para que moradores do município participem de ações voltadas à implementação do Parque Nacional do Juruena, como cursos de formação e eventos sociais e culturais.
Dos sete vereadores presentes na reunião, seis votaram a favor da edificação do empreendimento. A Secretaria Municipal de Meio de Ambiente de Apiacás, que apóia o projeto, já havia cedido o terreno para a construção. No entanto, a iniciativa dependia da aprovação da câmara municipal para seguir adiante.
Para o WWF-Brasil, essa decisão mostra que o posicionamento dos vereadores é favorável aos interesses de uma ascendente parcela da população do município. São centenas de pessoas que vem seguindo a tendência de buscar novas alternativas para geração de renda com respeito à integridade da floresta, de promover a sustentabilidade e de reformular as condutas diante da natureza e de seus recursos.
Ao ser concluída a construção, as atividades na Casa de Apiacás serão gerenciadas pela própria Secretaria de Meio Ambiente do município.
Motivação
Inspirado em trabalhar pela criação de estratégias que possam contribuir para o sucesso das áreas protegidas no Brasil, entre elas o Parque Nacional do Juruena, o WWF-Brasil procura desenvolver, sempre de forma participativa, ações que promovam a educação e o desenvolvimento para uma sociedade sustentável. O apoio do WWF-Brasil à construção da Casa de Meio Ambiente e Cultura de Apiacás, que conta com a parceria do Instituto Centro de Vida (ICV) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), faz parte desse contexto.
O município de Apiacás, localizado a 687 km da capital do Mato Grosso, na divisa com os Estados do Amazonas e Pará, é um dos municípios que exerce grande pressão à integridade ambiental do Parque Nacional do Juruena. Isso se dá devido às atividades econômicas predominantes no município, como a pecuária, o garimpo e a exploração ilegal de madeira.
Entre as principais dificuldades identificadas na região estão a falta de oportunidade de geração de renda, a ausência de capacidade técnica e a fragilidade na promoção da educação ambiental.
Por essa razão, o trabalho para transformar essa realidade em um cenário de melhores práticas - a partir da integração dos projetos desenvolvidos pelas instituições na Amazônia e o estabelecimento de metas e estratégias - tornou-se uma das prioridades. O espaço dedicado ao meio ambiente e à cultura será o pilar desse trabalho.
Construção ecológica
O projeto de edificação da casa foi todo norteado por bases ecológicas e de baixo impacto ambiental. Sua estrutura foi planejada para usar madeira certificada FSC, materiais renováveis e barro-cimento (menos poluente que o cimento comum).
Está prevista também a utilização dos recursos arquitetônicos para otimizar a ventilação, a iluminação e o abastecimento de água por meio da captação de água da chuva. A planta aberta, sem paredes e integrada do térreo ao mezanino, por exemplo, facilita a ventilação e permite que o ambiente fique iluminado naturalmente. Além disso, será instalada uma estação de tratamento de esgoto ecológico.
O projeto da casa prevê dois andares. O primeiro será para o uso público (biblioteca, Internet-café, espaço de administração, espaço para oficinas e banheiros). O segundo andar será reservado para o uso interno (salas de técnicos, quartos e banheiro).
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UE fraca e países retardatários impedem negociações da ONU sobre clima
Poznan, Polônia ? A Rede WWF afirma que a decepcionante estagnação das discussões da 14ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Poznan, na Polônia, significa a perda de uma grande oportunidade de garantir um novo acordo global sobre clima em Copenhague, em 2009. O impasse deveu-se, em grande parte, à queda de liderança da União Européia e à obstrução por parte de outros países industrializados, o que impediu as negociações.
?Foi um momento em que as reais lideranças poderiam ter dado um passo à frente e adotado a posição de combate simultâneo à crise econômica e à crise climática?, comentou Kim Carstensen, Líder da Iniciativa Global do Clima da Rede WWF. ?Em vez disso, os países industrializados usaram o plenário de Poznan para fazer sermões sobre a importância de se proteger o clima, porém sem dizer quais políticas serão necessárias para fazer com que a proteção aconteça em nível doméstico ? isso foi um grave sinal de hipocrisia climática.?
Os Estados Unidos assumiram um papel secundário por se encontrar num momento de transição do governo federal. Paralelamente, a esperança de contar com a liderança da UE desapareceu quando os chefes de Estado, reunidos em Bruxelas, minaram o pacote climático do bloco, ao invés de fortalecer a adoção de energias limpas para revigorar a economia. Por outro lado, os países em desenvolvimento chegaram a Poznan com um espírito construtivo e propostas de acordo ? os destaques foram a impressionante liderança da China e a promessa do México de cortar 50% das emissões até 2050.
?Com efeito, uma passiva União Européia juntou-se aos EUA no time de incapacitados de agir em Poznan, enquanto Canadá, Japão, Rússia, Austrália e Arábia Saudita abertamente sabotaram qualquer avanço?, disse Carstensen. ?Esses países precisam encarar com seriedade a questão de tornar a economia mais verde; eles precisam fornecer know-how, recursos financeiros e tecnologia para os países em desenvolvimento. Caso contrário, fica sombria a perspectiva de um novo tratado global do clima.?
Segundo a Rede WWF, muitas oportunidades foram desperdiçadas em Poznan, entre elas a inclusão, no texto final da Redução das Emissões oriundas do Desmatamento e da Degradação florestal (REDD), de questões fundamentais da biodiversidade e direitos das populações indígenas. Uma decisão positiva provável pode ser colocar em operação o Conselho do Fundo de Adaptação, com a esperança de que o dinheiro possa, finalmente, aparecer para apoiar os esforços dos países mais pobres no sentido de acabar com os perigosos impactos climáticos.
Os governos conseguiram, pelo menos, tomar decisões processuais em relação a um plano de trabalho que deve fazer com que a UNFCCC progrida, passando da fase de conversações para uma real negociação. Conforme esse plano, espera-se que os países industrializados anunciem, no início de 2009, as metas de 2020 para redução de emissões.
A Rede WWF fez um apelo às nações ricas para que estabeleçam essas metas de uma vez, tendo como foco o corte de no mínimo 25% a 40% abaixo dos níveis de 1990. Juntamente com o apoio financeiro e tecnológico para os países em desenvolvimento, tais metas irão sinalizar a solidariedade desejada pelas pessoas do mundo todo.
?Apesar não ter havido grandes avanços em Poznan, a porta continua aberta para um tratado mundial do clima em Copenhague em 2009,? afirma Carstensen. ?No entanto, com um ano inteiro perdido com o bloqueio de estratégias e outras manobras, o tempo está rapidamente chegando ao fim. Agora as lideranças terão que trabalhar mais dura e rapidamente para conseguir fazer esse trabalho. O problema não tem a ver com o processo da Convenção e sim com a vontade política dos países industrializados.?
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WWF-Brasil lança documentário sobre mudanças climáticas
O documentário Testemunhas do Clima, realizado pelo WWF-Brasil, estréia nesta sexta-feira na TV Câmara, às 22h30, no programa Olhares. O filme conta a história de Marlene Rêgo Rocha, moradora do Igarapé do Costa, Pará, comunidade localizada na várzea amazônica que já tem sentido alterações climáticas causadas pelo aquecimento global. Marlene conta o que tem mudado no local, como tem feito para se adaptar às transformações da natureza e especialistas sobre o assunto explicam o porquê das mudanças e o que pode ser feito.
O lançamento coincide com o fim das negociações da 14ª Conferência das Partes da Convença-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Poznan, na Polônia.
Os eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, devem se intensificar, como conseqüência do aquecimento global. Por isso, a Rede WWF criou o projeto Testemunhas do Clima, para registrar como as mudanças climáticas vêm modificando a vida de algumas populações ao redor do planeta e o que elas têm feito para se adaptar ao novo ritmo da natureza.
O Igarapé do Costa é a primeira comunidade a participar do projeto no Brasil, mas países de todos os continentes já participam do projeto, como Fiji, Coréia, Estados Unidos, Quênia e Holanda, por exemplo.
O documentário brasileiro foi produzido pela GW Comunicação, com o apoio do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e imagens cedidas pelo Greenpeace. A realização e a concepção são do WWF-Brasil.
Serviço:
Programa Olhares ? Testemunhas do Clima - sexta-feira (12/12), às 22h30, sábado (13/12), 6h (horário alternativo), e domingo (14/12), às 2h30 e 21h (horários alternativos).
TV Câmara ? canal 27 UHF da televisão aberta em Brasília e 61 UHF em São Paulo. Também pode ser sintonizada pelas TVs a cabo e via Parabólica. Os canais variam de acordo com a região.
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Vaga: Assistente Financeiro
O WWF-Brasil, organização não-governamental autônoma dedicada à conservação da natureza, está recrutando profissional para o escritório de Brasília-DF para a posição de:
01. Título: Assistente Financeiro - Coordenação Financeira ? Unidade Financeira
02. Supervisor direto: Supervisora da Unidade Financeira
03. Local do Trabalho: Sediado (a) no escritório de Brasília ? DF
04. Atribuições principais:
? Classificar documentos para escrituração contábil;
? Fazer a escrituração contábil dos pagamentos bancários;
? Acompanhar as despesas dos Caixas dos Escritórios;
? Fazer escrituração contábil das receitas financeiras;
? Fazer a conciliação mensal do Ativo Disponível;
? Fazer a conciliação entre as contas bancárias e contábeis;
? Emitir e conferir os impostos a serem pagos pelo WWF-Brasil;
? Coletar, arquivar, organizar e manter documentos e registros financeiros e contábeis;
? Manter o arquivo do movimento financeiro diário;
? Cadastrar informações no RM Sistemas Contábil e Fiscal;
? Atender demandas correlatas da Unidade Financeira.
05. Qualificações e Habilidades Mínimas:
? Graduação em Contabilidade ou Superior Incompleto em Contabilidade;
? Experiência na Área Contábil ou Fiscal;
? Conhecimento Básico/Intermediário oral e escrita na língua inglesa;
? Capacidade de utilizar ?softwares? e equipamentos necessários para o bom desempenho da função;
? Conhecimento das práticas contábeis, financeiras e fiscais;
? Conhecimento da legislação trabalhista (CLT) e Departamento Pessoal;
? Capacidade de elaborar e analisar relatórios financeiros;
? Facilidade em efetuar cálculos, inclusive os relacionados com matemática financeira;
? Facilidade de aprendizagem e capacidade de compartilhar conhecimentos;
? Capacidade de manter a calma e, sobretudo criatividade para viabilização de resultados em situações adversas;
? Forte senso de organização;
? Capacidade de captar e transmitir idéias e informações com objetividade e clareza (oral e escrita);
? Capacidade de maximizar a utilização dos recursos disponíveis;
? Bom relacionamento interpessoal;
? Iniciativa, dinamismo e criatividade;
? Pontualidade nos compromissos;
? Capacidade de trabalhar em equipe.
06. Relacionamento no trabalho:
6.1 Público Interno:
Interage em estreita cooperação com todos os profissionais da Coordenação Financeira e Instituição.
6.2 Público Externo:
Interage em articulação com parceiros; fornecedores; consultores; organizações governamentais e não governamentais ; bancos etc.
07. Regime de Contratação e Benefícios
Contratação em regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) Por Prazo Determinado Conforme Lei 9.601/98, por 10 meses. Benefícios incluem: seguro saúde, seguro de vida, auxílio odontológico e ticket alimentação/refeição. Salário compatível com o cargo, formação profissional e experiência de trabalho.
08. Documentação solicitada
? Currículo resumido contendo 2 referências profissionais com telefone e pretensão salarial;
? Carta de apresentação de, no máximo, 2 páginas informando:
Por que gostaria de trabalhar no WWF-Brasil e como poderia contribuir com a sua missão
09. Prazo para envio de documentação
Os documentos deverão estar no WWF-Brasil até o dia 17 de dezembro de 2008.
10. E-mail para envio de documentação
recursoshumanos@wwf.org.br
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WWF-Brasil traz oficialmente a Hora do Planeta para o País
Poznan, Polônia, 10 de Dezembro, 2008 ? Diversos eventos ao redor do mundo, sendo o principal deles hoje na 14ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada na cidade de Poznan (Polônia), marcam o lançamento mundial da Hora do Planeta 2009. Conhecida globalmente como Earth Hour, a Hora do Planeta é uma iniciativa da Rede WWF para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global, realizada desde 2007. No próximo ano, o Brasil também vai participar. No dia 28 de março de 2009, às 20h30, o WWF-Brasil irá convidar pessoas, empresas e governos a apagarem as luzes por uma hora.
O principal objetivo é mobilizar a sociedade para influenciar os líderes mundiais que irão se encontrar em Copenhagen (Dinamarca), em dezembro de 2009, a
assinar um novo acordo global sobre mudanças climáticas. A ação, que espera atingir mais de 1 bilhão de pessoas, em 1.000 cidades ao redor do mundo, já conta com a adesão oficial de 74 cidades, em 62 países.
O diretor-geral da Rede WWF, Jim Leape, afirma que ?quando os líderes globais se encontrarem em Copenhagen em dezembro de 2009 para negociar um novo acordo de clima eles estarão, certamente, influenciados pela mobilização da Hora do Planeta?. Para ele a ação é uma ?oportunidade poderosa para mandarmos um sinal que todos estamos atentos e aguardando soluções?.
Para chamar a atenção, as cidades participantes apagam ícones reconhecidos internacionalmente. O Coliseu, em Roma (Itália), a ponte Golden Gate, em São Francisco (Estados Unidos), e a Sidney Opera House, em Sidney (Austrália) foram alguns dos ícones globais que tiveram suas luzes desligadas na edição de 2008, quando 50 milhões de pessoas de 35 países e mais de 400 cidades apagaram as luzes por uma hora.
O ano de 2009 será crucial para o futuro do planeta. Espera-se que os países finalmente assinem, na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá em dezembro do próximo ano, em Copenhagen, um acordo para reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa.?Por isso iremos trazer a Hora do Planeta oficialmente para o País. Precisamos mostrar que a sociedade brasileira também está atenta e preocupada com o futuro do nosso planeta?, explica a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú.
Saiba mais sobre a Hora do Planeta 2009.
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Reputações climáticas de Merkel e Tusk viram fumaça
Varsóvia, Polônia ? Durante manifestação realizada na terça-feira (9/12) do lado de fora da reunião de cúpula entre a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, os verdes do mundo todo pediram a ambos os líderes que parem de obstruir o robusto pacote de novas leis sobre clima e energia da União Européia.
Com a participação de ambientalistas de mais de 20 países de todas as regiões do planeta, a manifestação foi organizada por uma coalizão entre as Organizações não-Governamentais (ONGs) Avaaz, Greenpeace e Rede WWF, em resposta aos recentes ataques feitos pela Polônia e a Alemanha contra as discussões da União Européia. Representantes de mais de 100 ONGs levantaram hoje de madrugada para pegar o primeiro trem do local onde se realizam as negociações da ONU, em Poznan, e foram até Varsóvia fazer o protesto.
"Se Angela Merkel e Tusk conseguirem enfraquecer o pacote climático da União Européia, eles vão prejudicar as negociações globais de Poznan?, disse Ben Wikler, diretor de campanha da Avaaz.org. "No ano passado, Merkel foi uma líder mundial na defesa do clima. Será que ela quer ser lembrada como uma das principais obstrucionistas do clima do Planeta??, questiona.
Os ativistas destacaram Merkel principalmente por ela ter invertido sua posição de líder nas questões climáticas.
"Angela Merkel está a ponto de arruinar o pacote climático da UE que ela mesma criou no ano passado," diz Tobias Muenchmeyer, especialista em clima do Greenpeace. ?Merkel encontra-se numa encruzilhada e agora precisa decidir: ela quer atender a indústria carvoeira ou servir ao Planeta?"
Um pacote robusto da UE é considerado fundamental para avançar nas conversações da ONU sobre o clima, tanto em Poznan como depois, pois os países em desenvolvimento esperam que as nações industrializadas demonstrem sua liderança e responsabilidade.
Embora oficialmente apóie os cortes de carvão, Merkel e Tusk insistem em fazer exceções para as fábricas de carvão e a indústria pesada de seus próprios países.
"Angela Merkel e Donald Tusk tentam colocar vias de escape no pacote de clima e energia da União Européia", diz Kim Carstensen, líder da Iniciativa Global sobre Clima da Rede WWF. "Eles querem salvaguardar empregos mediante uma adulteração de seus compromissos climáticos; no entanto, uma política climática forte da Europa fortaleceria a competitividade européia e criaria mais empregos, não menos.?
Numa petição que Avaaz.org fez circular na semana passada, 114.347 pessoas de 192 países conclamaram Merkel, Tusk e outros líderes europeus a apoiar um pacote climático e energético robusto da União Européia. Em carta conjunta, os diretores executivos da Rede WWF, do Greenpeace Internacional e da Oxfam Internacional fizeram um apelo a Merkel para que ela retome seu caminho de líder global para a proteção climática.
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BR-163 é tema de filme em Mostra de Cinema
Queimadas na Amazônia aborda o impacto do crescimento das plantações de soja ao longo da rodovia BR-163 após a morte do ambientalista Chico Mendes e é um dos destaques da mostra
Em homenagem aos 50 anos de trabalho do cineasta inglês Adrian Cowell, acontece no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, a Mostra de Filmes ?Amazônia segundo Adrian Cowell ? 50 anos de cinema?. O cineasta registra a vida das populações tradicionais na Floresta Amazônica e os conflitos na região desde 1958.
Entre os dias 9 a 14 de dezembro, serão exibidos 14 filmes, a maioria inédito no Brasil, e realizadas mesas de discussões com a presença de documentaristas que acompanharam o trabalho do cineasta, especialistas em meio ambiente, indigenistas e moradores da região Amazônica, além de Adrian Cowell, autor dos filmes.
Um dos destaques da mostra é o filme Queimadas na Amazônia, sobre o impacto do crescimento das plantações de soja ao longo da rodovia BR-163 após a morte do ambientalista Chico Mendes. Queimadas na Amazônia será exibido na sexta-feira, dia 12, às 18h30.
Organizado pelo WWF-Brasil, por meio do Projeto Diálogos, em parceria com o CCBB, o painel de debates ?Grandes obras de infra-estrutura e desenvolvimento regional na Amazônia: rumo à sustentabilidade?? será realizado após a exibição de Queimadas na Amazônia. Participarão da mesa de discussão Julio Miragaya (Ministério da Integração), Nilfo Wandsheer (Sind. Trabalhadores Rurais de Lucas do Rio Verde ? MT), Adriana Ramos (ISA - Instituto Socioambiental), Venilson José Taveira da Silva (CEFT-BAM - Centro de Estudo, Pesquisa e Formação dos Trabalhadores do Baixo Amazonas) e demais representantes do Consórcio pelo Desenvolvimento Socioambiental da BR-163 (CONDESSA). Eles irão discutir a intensificação do desmatamento, queimadas, exploração ilegal de madeira e conflitos violentos pela Amazônia em conseqüência da abertura e pavimentação de rodovias na região. Tentativas de reverter a situação, tais como o Plano BR-163 Sustentável, elaborado por um grupo de trabalho interministerial com forte apoio de movimentos sociais e ONGs da região, também serão debatidas.
Serviço:
Mostra de Filmes ?Amazônia segundo Adrian Cowell ? 50 anos de cinema?
Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Brasília
Endereço: SCES, Trecho 2, conjunto 22
Data: 9 a 14/12
Filme: Queimadas na Amazônia, de Adrian Cowell, e painel ?Grandes obras de infra-estrutura e desenvolvimento regional na Amazônia: rumo à sustentabilidade??
Data: 12/12
Horário: 18h30
A Mostra de Filmes é uma iniciativa da Casa de Oswaldo Cruz, do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia, Petrobrás e Banco do Brasil.
Para mais detalhes da programação, acessar www.bb.com.br
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